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Dona Josefa
DONA JOSEFA
Ana Luisa Escorel

11.5x16 cm | Capa dura | 192 páginas | 2019 | Rio de Janeiro | ISBN 978 85 88777 88 0 | Pólen bold 90g
R$ 52,00

  Em 1842 uma rebelião contra a política do ministério conservador de Pedro II, estourando na Província de São Paulo, se irradiou para Minas Gerais onde, por cerca de sessenta dias, os rebeldes enfrentaram o exército do barão de Caxias que veio a derrotá-los, como já havia feito com os paulistas três meses antes.

  O movimento ficaria conhecido como Revolução Liberal de 1842 e uma de suas figuras principais em Minas foi Josefa Carneiro de Mendonça, de família influente, dona de terras e de escravos, que assumiu  a liderança da luta no Araxá e no oeste da Província aos 60 anos de idade, planejando golpes, aliciando, armando combatentes e dando todo o tipo de suporte aos revoltosos.

  Presa, passou quase três meses em uma solitária úmida e escura, foi julgada e inocentada graças à habilidade de seu defensor que fez convergir  para um dos filhos – chefe revolucionário também – todas as acusações atribuídas a ela.

  Sobre Josefa pouco se conhece além das raízes familiares, da descendência numerosa e da mudança para Petrópolis com a família depois da derrota liberal em Minas.

  É essa história que o romance Dona Josefa recria e reinventa valendo-se de toda a liberdade que a imaginação literária permite.

  Primeira mulher a ganhar o Prêmio São Paulo de Literatura, Ana Luisa Escorel faz da personalidade incomum de Josefa o centro de uma narrativa emocionante na qual passado e presente se alternam oferecendo ao leitor um confronto permanente entre história e ficção, política e afeto, arbitrariedade e revolta. Entre a prepotência masculina e a força subterrânea da mulher.


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